Chuvas mudam cenário da safra na Argentina
No caso da soja, as chuvas continuam abrangendo grande parte da área agrícola
No caso da soja, as chuvas continuam abrangendo grande parte da área agrícola - Foto: Pixabay
As condições climáticas seguem influenciando de forma decisiva o desenvolvimento das principais lavouras na atual safra. De acordo com a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), as precipitações recentes têm favorecido sobretudo os cultivos tardios e de segunda, apesar de pontos localizados de excesso hídrico.
No caso da soja, as chuvas continuam abrangendo grande parte da área agrícola, elevando em 4,2 pontos percentuais a condição hídrica classificada como adequada a ótima. A colheita da soja de primeira começa a se expandir, com avanços de 5% no Núcleo Sul e de 9% no Núcleo Norte, onde os rendimentos iniciais giram em torno de 40 e 35 sacas por hectare, respectivamente. Ao mesmo tempo, a soja de segunda apresenta melhora de quase 3 pontos percentuais na condição de cultivo entre normal e excelente, impulsionada pela recuperação após o estresse térmico e hídrico do verão. Diante desse cenário, a projeção de produção é mantida em 48,5 milhões de toneladas.
Para o milho, a colheita avança de forma consistente e atinge 19% da área apta após progresso semanal de 3,8 pontos percentuais. O rendimento médio nacional está em 85,3 sacas por hectare, com resultados positivos nas principais regiões, ainda que com variações. O milho tardio segue majoritariamente em enchimento de grãos, enquanto áreas do Sul de Córdoba e dos núcleos produtivos entram em maturidade fisiológica. Cerca de 73,1% das lavouras apresentam condição entre boa e excelente, e 94,9% estão sob níveis hídricos adequados a ótimos. A estimativa de produção permanece em 57 milhões de toneladas.
Já a colheita do girassol alcança 76,5% da área, com avanço semanal expressivo, mesmo após chuvas intensas. O rendimento médio nacional recuou levemente para 23,7 sacas por hectare, com resultados em geral alinhados às projeções, exceto no sudeste de Buenos Aires, onde há desempenho acima do esperado. A produção segue estimada em 6,4 milhões de toneladas, sem descartar possíveis revisões.